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terça-feira, 18 de julho de 2017

alquimia ao fim da tarde



recordações têm o viço das rosas
sempre mais frescas e belas
que surgem com estranha saudade
alquimia ao fim da tarde
fazem-me esquecer o presente
lembrar o nosso primeiro olhar
mas não há paraíso sem serpente
nem o sonho vai para sempre durar.
corremos atrás duma fantasia
já não corre em nós a força do mar
diz-nos o espelho com ironia:
não sois mais, folhas no ar a dançar

sem que déssemos por isso
foi-se a vida esvaindo
como se fosse enguiço
ou desvairada trepadeira por nós subindo

desenlaçam-se as recordações vividas
e a memória vai no tempo descendo
e vão crescendo as coisas boas e as sofridas
nos meus dedos, como impetuosas rosas
é denso o pavio que incendeia e propaga
a mente, e ao papel chegam lembranças generosas
num acontecer constante
tudo é vida, tudo é sonho, tudo é terra prometida
tudo é distante,tudo é um instante
tudo é um mar sem princípio nem fim
uma busca, um caminho profundo
dentro e fora de mim...

natalia nuno
rosafogo

2 comentários:

Beijaflor disse...

Olá Natália

É um prazer enorme degustar teus poemas! Compostos com as mais belas fragrâncias, dignos de ser ofertados às divindades!

Tudo de bom para ti e os teus!

Beijos

Natalia Nuno/Rosafogo disse...

Olá João

Tudo bem contigo? Assim desejo... comigo vai a vida andando, presentemente a gripa agarrou.me mas há-de passar, vou estando por aqui e escrevendo mais umas coisinhas que vou partilhando, por vezes quase a chegar à desistência, mas tu amigo deves ter um sexto sentido e lá me trazes um pouco de ânimo e eu agradeço-te por isso...

bom domingo João foi um prazer vir hoje aqui ler as palavras sempre gentis e amigas que me deixas...

um beijinho