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sexta-feira, 19 de maio de 2017

quando a tarde morre...





nada mais belo que as árvores a dançar ao vento
e um céu azul semeado de nuvens brancas,
a vida é feita de luz e sombra, feita de espaços
de gestos ternos ... beijos e abraços
frágil, ardente quando o amor consente,
com prodigiosos acasos do destino
basta sorrir para receber em troca
outro sorriso... a combater o vazio
quando nada acontece,
sorrir porque é grato recordar
e aceitar, que dos rostos
já pouco se reconhece,
mas a vida sempre devolve  o sonho,
o desejo, e ainda um pouco de paixão
apesar do coração me pisar o peito
sentirás sempre o seu pulsar
e o meu amor derrubará qualquer
tristeza no teu olhar...

voam aves livres no meu pensamento
arautos que me trazem saudades
há árvores a dançar ao vento
e rosas pálidas nas proximidades

cairá meu coração onde ninguém o espera
cairá desmoronado no outono de folhas caídas
quem sabe ao nascer da primavera,
ou ao dourar das espigas...
quebrar-se-à em pedaços
e como pássaro sem asa por entre sombras desvanecidas
morrerá nos teus braços

natália nuno
rosafogo











3 comentários:

Maria Rodrigues disse...

Saudoso, apaixonado e maravilhoso poema
Bom fim de semana
Beijinhos
Maria

Natalia Nuno/Rosafogo disse...

Olá querida Maria, grata pelas palavras de apreço ao poema que bom saber que é do teu agrado, bem hajas... desejo -te um excelente fim de semana


Um grande beijinho, tudo bom para ti.

Beijaflor disse...

Olá Natália!

Muito obrigado pela preocupação. Peço desculpa por este interregno tao prolongado, mas a vida tem coisas que não são passiveis de explicação. A saúde sempre andou boa. Para pessoas da minha têmpera, não existe nada que a derrube. Um dia, que ainda está muito longe, só a morte não poderei vencer. Mas não vai ter vida fácil para me levar! Sou uma força da natureza!
Renovando o meu pedido de desculpa, desejo tudo de bom para ti e os teus.

Beijos.